21 de dezembro de 2011


Encontros e desencontros


Às vezes quando eu vou à Rua Rio Branco, fico parada por alguns instantes lembrando-me de nós. Não sei se ainda se lembra, mas pode ter a completa certeza que eu não me esqueci. Bilhete na mão, sorriso escondido, olhos lacrimejados, medo abafando o pobre coração, foi assim que me senti ao olhar para ti. O bilhete trazia a resposta de sua linda missiva, que havia me entregado na hora do recreio. Gaguejando lhe disse: “Toma”. Logo após fui me afastando de vagar, as pernas estavam tremulas, minhas mãos suando frio, eu até senti friozinho na barriga. Senti uma mão segurando meu braço, me assustei e com meus grandes olhos arregalados te olhei. Um beijo roubado foi o que aquele olhar me causou. São tantas lembranças nossas que eu guardo, desde o primeiro beijo até o ultimo.
Fui á praça e no caminho não pude evitar entrar no mesmo bar que você - só para te ver, pois nem ao menos gosto de beber. Tu estavas tão lindo que logo me arrependi de ter forçado um novo encontro, mas você estava tão cansado que nem me reparou. Fiquei aliviada, pois não saberia o que lhe falar, então fiquei só por alguns minutos para ficar olhando pr’ocê. Depois de te ver, fui para praça ficar mergulhada nas lembranças de nós dois e me perguntando se ainda lembra-se de mim e procurando uma solução para acabar com essa emoção de rever. 

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