
29 de janeiro de 2012
Alto Araguaia, 27 de janeiro de 2012.
Escrevo-lhe esta carta em forma de agradecimento e demonstração de afeto. Há tempos eu não tinha uma amizade como a que nós tivemos. Quero agradecê-la por tornar meus dias mais felizes, tornar minha vida mais feliz. Sinto muito por tudo isso ter acabado, mas talvez tenha que ser assim, faz parte da arte de viver. As pessoas chegam a nossas vidas deixam marcas, às vezes boas, ótimas e até mesmo ruins e quero que saiba que a marca que deixou em minha vida foi maravilhosa. Você tornou os meus dias felizes mais felizes ainda, meus dias tristes em aconchego, secou minhas lágrimas quando eu precisei, segurou minhas dores sem pedir nada em troca, pois éramos melhores amigas. Obrigada querida, pelo colo que sempre estava a minha disposição quando era preciso, obrigada pela força que sempre era me dada quando eu caia. Obrigada por existir! Na vida existem pessoas de todos os tipos, das mais bondosas as mais macabras e diante delas encontrar amigas como você é um ganho incrivelmente precioso.
Talvez seja tolice de minha parte, mas você presenciou uma das melhores partes da minha vida, em uma simples brincadeira de adolescente eu me apaixonei e consequência dessa paixão foi o amor, amor que ainda sinto por ele, o qual em vez de acabar aos poucos, aumenta cada vez mais. Foi você que a vida trouxe de presente para viver esse momento comigo, foi você que ela trouxe para me acompanhar. Quando olho para trás e vejo tudo o que tu fizeste por mim, fico perguntando-me se eu também fiz algo por você. Espero que sim.
Ainda passo noites ouvindo nossas músicas e me lembrando das nossas bagunças, os banhos de chuva, as fotografias, os vídeos, o companheirismo, os segredos e até mesmo dos nossos momentos de internet… Nossos amores (risos). Foi tudo tão bom, não é mesmo? Tenha a certeza que está tudo guardado em mim, guardado no lugar mais precioso que há. Nossas lembranças e você. Não importa o tão longe que eu esteja, nem se eu não estiver mais, eu sempre levarei você comigo. Você sempre estará nas nossas músicas, sempre estará em meus risos, sempre estará em meu coração e em meus pensamentos. Com o tempo amadureci, talvez não com o tempo e sim com as perdas, com as lágrimas que derramei pelo caminho. No entanto sou a mesma. A mesma menina que você conheceu há sete anos atrás, a mesma que voltou para sua vida há dois anos e a mesma que por consequência da vida está se despedindo novamente. Quero desculpar-me por tudo… Mesmo sem querer e talvez sem perceber magoamos as pessoas que amamos e se isso aconteceu peço-lhe perdão.
Seja mais compreensiva, sorria mais, viva mais, deixe de lutar contra quem está a seu favor. Não se esconda na escuridão, abra a janela para a vida entrar, deixe ela te embalar. Aproveite vida só temos uma. Desculpe, mas senti que eu devia te dizer isso, não me leve a mal é que dói ver alguém que tanto adoro caminhar na beira do abismo e não fazer nada.
E com lágrimas nos olhos termino esta carta, lágrimas de saudade, lágrimas cheias de amor e carinho por você. Desejo que seja muito feliz e faça as escolhas certas, quando cair sabia que estarei sempre aqui por você. Não tenha medo ou vergonha de me procurar.
Talvez seja tolice de minha parte, mas você presenciou uma das melhores partes da minha vida, em uma simples brincadeira de adolescente eu me apaixonei e consequência dessa paixão foi o amor, amor que ainda sinto por ele, o qual em vez de acabar aos poucos, aumenta cada vez mais. Foi você que a vida trouxe de presente para viver esse momento comigo, foi você que ela trouxe para me acompanhar. Quando olho para trás e vejo tudo o que tu fizeste por mim, fico perguntando-me se eu também fiz algo por você. Espero que sim.
Ainda passo noites ouvindo nossas músicas e me lembrando das nossas bagunças, os banhos de chuva, as fotografias, os vídeos, o companheirismo, os segredos e até mesmo dos nossos momentos de internet… Nossos amores (risos). Foi tudo tão bom, não é mesmo? Tenha a certeza que está tudo guardado em mim, guardado no lugar mais precioso que há. Nossas lembranças e você. Não importa o tão longe que eu esteja, nem se eu não estiver mais, eu sempre levarei você comigo. Você sempre estará nas nossas músicas, sempre estará em meus risos, sempre estará em meu coração e em meus pensamentos. Com o tempo amadureci, talvez não com o tempo e sim com as perdas, com as lágrimas que derramei pelo caminho. No entanto sou a mesma. A mesma menina que você conheceu há sete anos atrás, a mesma que voltou para sua vida há dois anos e a mesma que por consequência da vida está se despedindo novamente. Quero desculpar-me por tudo… Mesmo sem querer e talvez sem perceber magoamos as pessoas que amamos e se isso aconteceu peço-lhe perdão.
Seja mais compreensiva, sorria mais, viva mais, deixe de lutar contra quem está a seu favor. Não se esconda na escuridão, abra a janela para a vida entrar, deixe ela te embalar. Aproveite vida só temos uma. Desculpe, mas senti que eu devia te dizer isso, não me leve a mal é que dói ver alguém que tanto adoro caminhar na beira do abismo e não fazer nada.
E com lágrimas nos olhos termino esta carta, lágrimas de saudade, lágrimas cheias de amor e carinho por você. Desejo que seja muito feliz e faça as escolhas certas, quando cair sabia que estarei sempre aqui por você. Não tenha medo ou vergonha de me procurar.
De uma amiga que lhe quer muito bem,
Para a melhor amiga que eu já tive.
A onde quer que eu vá irei levar-te comigo. Para a melhor amiga que eu já tive.
Do conhecido para o desconhecido
O medo…
Deitada em minha cama, protegida do frio por um cobertor cor-de-rosa o qual minha mãe escolheu com os olhos mais maternais que já vi durante este meu tempo de vida estou eu segurando as lágrimas que insistem em debruçar sobre meu rosto, lágrimas de medo do que esta por vir. Uma vez em um livro que não me recordo o nome, estava escrito: “Crescer significa mudar e mudar envolve riscos, uma passagem do conhecido para o desconhecido.” Estou com tanto medo, talvez seja essa a razão de meu pranto. Em trinta e seis horas saberei o destino de minha vida, tento fingir que isso não me abala, mas é impossível não ver o desespero estampado em minha face.
Sempre esperei por esse momento, passei um mês com o calendário nas mãos desejando que os dias corressem para que o meu tão esperado dia chegasse e ele está chegando, mas agora não sei o que fazer. Tenho medo da solidão, tenho medo de não conseguir, medo de sair dos braços da minha família, medo de cair e não conseguir levantar. Estou com medo, praticamente desesperada. Tenho tanto medo de falhar, eles esperam tanto de mim…
Não olhei para o relógio o dia inteiro, não perguntei as horas para ninguém apenas olhei para o céu e observei a passagem do sol e a chegada da lua.Estão todos dormindo, estou sozinha no meu quarto, mas não me sinto só, sei que eles estão ali e só de pensar que quando eu entrar naquele ônibus ficarei sozinha, completamente sozinha, pessoas estranhas estarão em minha volta e eles minhas fortalezas ficaram para trás, as pernas tremem, os olhos se inundam de lágrimas, o coração sangra. Porém faz parte da arte de crescer, todos passaram por isso e eu ei de passar também, lutarei contra meu medo, enfrentarei o desconhecido, se irei conseguir? Só irei saber quando o ônibus partir…
Sempre esperei por esse momento, passei um mês com o calendário nas mãos desejando que os dias corressem para que o meu tão esperado dia chegasse e ele está chegando, mas agora não sei o que fazer. Tenho medo da solidão, tenho medo de não conseguir, medo de sair dos braços da minha família, medo de cair e não conseguir levantar. Estou com medo, praticamente desesperada. Tenho tanto medo de falhar, eles esperam tanto de mim…
Não olhei para o relógio o dia inteiro, não perguntei as horas para ninguém apenas olhei para o céu e observei a passagem do sol e a chegada da lua.Estão todos dormindo, estou sozinha no meu quarto, mas não me sinto só, sei que eles estão ali e só de pensar que quando eu entrar naquele ônibus ficarei sozinha, completamente sozinha, pessoas estranhas estarão em minha volta e eles minhas fortalezas ficaram para trás, as pernas tremem, os olhos se inundam de lágrimas, o coração sangra. Porém faz parte da arte de crescer, todos passaram por isso e eu ei de passar também, lutarei contra meu medo, enfrentarei o desconhecido, se irei conseguir? Só irei saber quando o ônibus partir…
22 de janeiro de 2012
Saudade também voa no céu
Hoje de tarde quando eu caminhava pela avenida perambulando, olhando as vitrines tentando ocupar a cabeça lembrei-me de ti. Em uma vitrine na Rua Lopes Quintas estava exposto um aviãozinho daqueles que costumávamos brincar quando pequenos, deu-me uma vontade imensa de te ligar e contar lhe, mas meus olhos cheios de lágrimas avisaram-me que isso não seria possível. Então continuei andando olhando para a paisagem tentando enganar as lágrimas que corriam sem parar pela minha face.Sentei em uma praça, na hora nem sabia onde estava apenas queria sentar. Respirei fundo, levantei a cabeça e na direção para qual estava olhando havia dois irmãos, uma menina que devia ter uns oito anos e um menininho que julgo ter uns três anos, ela estava tentando ensiná-lo que aviões voam no céu e seria impossível eles andarem feito carro, ele estava irritado defendendo sua teoria. Neste momento o desespero bateu tão forte em meu peito que pensei que não resistiria.
Eles se pareciam tanto conosco, sai desnorteada da pequena praça sem rumo sem direção, procurando abrigo em um colo seguro, confortável onde eu pudesse me aconchegar e enquanto meus cabelos eram acariciados uma voz doce e compreensiva me diria que tudo iria passar. Então me lembrei que eu só tinha você, que era apenas você que me dava segurança quando eu precisava, era tua voz que dizia que tudo iria passar e sempre passava, pois você estava comigo. Você sempre estava comigo.
Corri tentando fugir da imensa dor que habitou em mim, corri para teus braços, para teu aconchego. Debrucei-me sobre o cimento gelado, e agora o que faço? Eu só tinha você, agora não tenho mais ninguém. Derramei-me em um pranto profundo, eu precisava ficar ali contigo, não há outro lugar para qual eu poderia ir, apenas você poderia me aconchegar. As horas foram se passando e com elas o sono invadiu-me, adormecendo lentamente sussurrei para que somente você ouvisse: Maninho, aviões não andam como carros eles voam no céu, agora você pode vê-los ai de cima.
21 de janeiro de 2012
19 de janeiro de 2012
Pequenas lembranças
(…) Então você abre a caixinha que você guarda há anos dentro do guarda roupa e coloca todas as lembranças que ela possui em cima do seu colo. Em um olhar pode ser visto envelopes amarelados e neles cravado seu nome no destinatário, fotos de pessoas que fizeram parte da sua vida, talvez a melhor parte. Seus olhos ficam marejados, melodias sobre saudade começam a tocar. Abre o primeiro envelope, os olhos marejados agora estão se afogando em lágrimas. A saudade aperta-lhe o peito, a vontade é de fechar os olhos voltar para aquele tempo abraçar aquela pessoa, o remetente da carta… Esta que agora se lhe encontrar na rua fingirá que nem te conhece, mas que há alguns anos atrás era sua melhor amiga. A pessoa para quem corria sempre que algo lhe afligia, aquela que você compartilhou os melhores momentos de sua vida, aquela que talvez nem lembre mais do teu nome ou ainda chora de saudade e sonha em te rever.
Depois do primeiro envelope você consegue enxergar o quanto o tempo passou, consegue enxergar todas as pessoas especiais que passaram em tua vida e entre prantos e melodias pede baixinho para que elas voltem para lhe fazer companhia. Algumas foram embora, outras foi você que as deixou, mas nunca por querer. Às vezes o desejo era de nunca ir embora daquele lugar ou apenas carregar aquelas pessoas contigo, mas a vida não deixa-nós ter tudo. Agora me encontro sozinha em um quarto escuro chorando de saudade daqueles que tanto me fazem falta, deitada em minhas lembranças.
Só restou eu e o mundo, todos se foram me deixando para trás. Por isso choro, choro de saudade, choro de solidão e também de desespero. Quando se percebe o quanto o tempo passou e olha para trás, um vazio imenso toma conta, o único desejo é voltar ao passado onde estava com oito, dez, dose anos… Deitar sobre o colo daqueles amigos que o passado levou e derramar-me em pranto suplicando para que não me deixem, mas o passado não volta o tempo não para, não há opções.
Então você se deita, fecha os olhos inchados em busca de dormir para que a saudade amenize e ao amanhecer lembre-se do passado apenas com sorrisos na face, lembre-se das pessoas por quem chorou noite passada apenas com agradecimento por tê-las conhecido e volte a viver fazendo da solidão sua melhor companhia.
14 de janeiro de 2012
A noite esta parecendo um carbono furado, cheio de pontos brilhantes. Estou sentada debaixo de uma imensidão iluminada por uma chama, a chama da noite, as luzes se apagam e a chama continua acesa iluminando o céu escuro, me iluminando. Sinto-me tão só quando ela não vem… Sinto-me tão triste quando está tudo apagado.
Parece que o céu escuro se põe a chorar quando a chama se esconde, o dia nasce triste, como se o sol se deprimisse com a sua ausência na escuridão. Crio em minha cabeça um motivo para a sua ausência e como conseqüência o dia triste: Sol e Lua, duas chamas, uma do dia e outra da noite, dos enamorados da madrugada.
O sol está tão preocupado em aquecer seres ingratos, que aos poucos estão lhe matando, que esquece que a Lua, ah doce Lua, precisa de teu calor, então a Lua, resolve se esconder para chorar baixinho, sem que ninguém a veja, soluçar escondidinha e por lá permanece a noite toda. O sol inconformado se deprime. Seus raios mal chegam a nos tocar. É assim que esta minha mente idealiza a falta da Lua, está chama tão adorada, e enquanto ela chora escondidinha, ei que eu choro aqui também.
Parece que o céu escuro se põe a chorar quando a chama se esconde, o dia nasce triste, como se o sol se deprimisse com a sua ausência na escuridão. Crio em minha cabeça um motivo para a sua ausência e como conseqüência o dia triste: Sol e Lua, duas chamas, uma do dia e outra da noite, dos enamorados da madrugada.
O sol está tão preocupado em aquecer seres ingratos, que aos poucos estão lhe matando, que esquece que a Lua, ah doce Lua, precisa de teu calor, então a Lua, resolve se esconder para chorar baixinho, sem que ninguém a veja, soluçar escondidinha e por lá permanece a noite toda. O sol inconformado se deprime. Seus raios mal chegam a nos tocar. É assim que esta minha mente idealiza a falta da Lua, está chama tão adorada, e enquanto ela chora escondidinha, ei que eu choro aqui também.
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