29 de janeiro de 2012

Do conhecido para o desconhecido


O medo…
      Deitada em minha cama, protegida do frio por um cobertor cor-de-rosa o qual minha mãe escolheu com os olhos mais maternais que já vi durante este meu tempo de vida estou eu segurando as lágrimas que insistem em debruçar sobre meu rosto, lágrimas de medo do que esta por vir. Uma vez em um livro que não me recordo o nome, estava escrito: “Crescer significa mudar e mudar envolve riscos, uma passagem do conhecido para o desconhecido.” Estou com tanto medo, talvez seja essa a razão de meu pranto. Em trinta e seis horas saberei o destino de minha vida, tento fingir que isso não me abala, mas é impossível não ver o desespero estampado em minha face. 
      Sempre esperei por esse momento, passei um mês com o calendário nas mãos desejando que os dias corressem para que o meu tão esperado dia chegasse e ele está chegando, mas agora não sei o que fazer. Tenho medo da solidão, tenho medo de não conseguir, medo de sair dos braços da minha família, medo de cair e não conseguir levantar. Estou com medo, praticamente desesperada. Tenho tanto medo de falhar, eles esperam tanto de mim…
     Não olhei para o relógio o dia inteiro, não perguntei as horas para ninguém apenas olhei para o céu e observei a passagem do sol e a chegada da lua.Estão todos dormindo, estou sozinha no meu quarto, mas não me sinto só, sei que eles estão ali e só de pensar que quando eu entrar naquele ônibus ficarei sozinha, completamente sozinha, pessoas estranhas estarão em minha volta e eles minhas fortalezas ficaram para trás, as pernas tremem, os olhos se inundam de lágrimas, o coração sangra. Porém faz parte da arte de crescer, todos passaram por isso e eu ei de passar também, lutarei contra meu medo, enfrentarei o desconhecido, se irei conseguir? Só irei saber quando o ônibus partir…

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