14 de janeiro de 2012

   A noite esta parecendo um carbono furado, cheio de pontos brilhantes. Estou sentada debaixo de uma imensidão iluminada por uma chama, a chama da noite, as luzes se apagam e a chama continua acesa iluminando o céu escuro, me iluminando. Sinto-me tão só quando ela não vem… Sinto-me tão triste quando está tudo apagado.
   Parece que o céu escuro se põe a chorar quando a chama se esconde, o dia nasce triste, como se o sol se deprimisse com a sua ausência na escuridão. Crio em minha cabeça um motivo para a sua ausência e como conseqüência o dia triste: Sol e Lua, duas chamas, uma do dia e outra da noite, dos enamorados da madrugada.
   O sol está tão preocupado em aquecer seres ingratos, que aos poucos estão lhe matando, que esquece que a Lua, ah doce Lua, precisa de teu calor, então a Lua, resolve se esconder para chorar baixinho, sem que ninguém a veja, soluçar escondidinha e por lá permanece a noite toda. O sol inconformado se deprime. Seus raios mal chegam a nos tocar. É assim que esta minha mente idealiza a falta da Lua, está chama tão adorada, e enquanto ela chora escondidinha, ei que eu choro aqui também.

Nenhum comentário:

Postar um comentário