14 de janeiro de 2012

  


 Pensei que ao fechar e abrir meus olhos eu apagaria seu rosto da minha visão, porém me enganei. Fechei, abri, tornei a fechar, esperei alguns segundos abri novamente, você continua aqui. Não só na minha mente com também em meu coração, em meus sonhos, meus suspiros, em minhas lágrimas, nos meus sorrisos, tatuado em meu ser.
  Tentei fugir, tentei esconder, e quando vi que realmente eu estava volúvel a você, me afastei tentando te esquecer, de nada valeu minhas tentativas, durmo pensando em ti, em meus sonhos tu aparece, acordo lembrando de você, é sempre assim, porém mesmo sabendo disse não me acostumo. Não quero depender de você para sorrir, não quero depender de você para viver, mas quanto mais eu digo que não quero mais você se aproxima, mas você se infiltra em mim.
   O que fazer? Pra onde correr? Não sei. A resposta se escondeu na imensidão que tu trouxeste pra mim, se perdeu nesse meu sentir por você. Não te quero, mas a verdade é que te am… Talvez, vai ser pior se eu admitir, então tampo minha boca, para que o silêncio volte a reinar, tampo minha boca, para evitar de no futuro me machucar.

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