Quando a saudade destrói o coração
Já faz tanto tempo e eu continuo a escrever sobre você, chorar de saudades enquanto escuto nossas músicas. A cada dia que passa a saudade crava mais forte em meu peito, como se fosse uma estaca pontiaguda em missão de matar-me. Em certas noites como essa, me bate um desespero, uma dor invade meu coração, as lágrimas inundam minha face. Onde você está? Onde estás que eu não posso mais sentir-lo? Como você está? (...)
E eu que acreditava que com o tempo a dor diminuiria, a saudade deixaria de existir – que ingênua – nada mudou, apenas aumentou. Ainda dói tanto não poder lhe tocar, não poder te sentir, nem ao menos escutar-te.
A dor de uma paixão não sabe à hora de se aquietar
A saudade não sabe se calar
Grita
Berra
Até a última gota de sangue cair
Até o ultimo suspiro ser suspirado
E o escuro inundar os olhos inchados de tanto chorar.
A saudade não sabe se calar
Grita
Berra
Até a última gota de sangue cair
Até o ultimo suspiro ser suspirado
E o escuro inundar os olhos inchados de tanto chorar.
Nem em meus sonhos consigo lhe tocar, nem em meus pensamentos consigo lhe sentir. Tenho que contentar-me em ouvir sua voz gravada repetindo sempre a mesma coisa, só assim posso te ter, pelo menos um pouco, pelo menos mais que nada. O que eu faço com essa saudade que bate em minha porta a cada segundo que passa? O que fazer com esse amor que está guardado intacto, esse amor que lhe pertence?
Meu maior sacrifício foi deixar-te partir. Pensei que eu seria forte, mas não sou. Às vezes penso que a qualquer instante essa dor irá me matar. Não sei mais o que fazer, gritar com o travesseio tampando-me a boca não resolve mais nada. Preciso de ti. Sim, eu preciso.
Volto sempre ao mesmo lugar em que me deixou com a esperança que esteja a me esperar, mas você nunca está. Destruo-me em pensar que posso nunca mais te ver... Eu e você formávamos um plural tão cheio de luz, luz que iluminava as noites sem lua, aquelas onde até as estrelas se apagava para nos ver brilhar. Eu, apenas eu sou um pronome tão sozinho, solitário cheio de saudade no pronunciar, sem brilho, sem chão, necessitando de uma noite de luar toda estrelada para clarear minha noite escura para que assim eu possa te ver quando você chegar, como um beija-flor ao voltar para seu jardim.
Para aquele que por amor protegi o nome em um codinome Beija - flor
“Ultima frase inspirada na música Codinome Beija - flor Cazuza.”
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